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Retinopatia Diabética

O diabetes é uma epidemia global, com significante morbidade e mortalidade. A retinopatia diabética é uma de suas maiores complicações, sendo a principal causa previsível de perda da visão em trabalhadores adultos na meia idade. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam em torno de 12 milhões de pacientes diabéticos no Brasil, sendo que um em cada três deles tem retinopatia, ou seja, em torno de 34,6%.

Responsável pela captação das imagens, a retina é prejudicada quando ocorrem hemorragias ou edemas (inchaços), provocados pelo Diabetes. Essa complicação é chamada de retinopatia diabética.

 

Como a retinopatia se desenvolve?

A retinopatia diabética se desenvolve com a longa duração do diabetes e está associada a um controle inadequado da glicemia, hipertensão arterial e lípides, se manifestando após alguns anos de descontrole destes três fatores. Se não tratada, pode levar a uma redução significante da visão e até à cegueira.

São dois os tipos de retinopatia: a não proliferativa e a proliferativa.

  • Retinopatia Não Proliferativa: as veias da retina engrossam, podem se formar pequenos aneurismas nas artérias, e ocorrer vazamentos para o interior da retina, podendo levar à baixa da visão.
  • Retinopatia Proliferativa: surgem vasos anormais na superfície da retina. Por serem frágeis, eles se rompem, causando hemorragias que tornam a visão embaçada.

 

Como descobrir a doença?

O diabético que não tem retinopatia deve fazer o exame oftalmológico anual ou, no máximo, a cada dois anos, incluindo o mapeamento de retina.

O diagnóstico é feito essencialmente através do exame oftalmológico, com a medida da acuidade visual e do exame do fundo de olho e/ou retinografia. A doença se desenvolve ao longo do tempo em pacientes diabéticos e pode progredir de estágios leves da doença não proliferativa para estágios mais avançados.

 

Como fica a visão do paciente com retinopatia?

Pacientes com retinopatia diabética não proliferativa podem não apresentar sintomas visuais. Nesse estágio da doença, só ocorre baixa visão se houver dano na parte central da retina. No caso da retinopatia proliferativa, a visão pode ficar embaçada ou com manchas e, sem o acompanhamento adequado, evoluir para a cegueira.

 

Como a retinopatia é tratada?

Caso não seja evitada, a retinopatia diabética deve ser tratada com fotocoagulação a laser, para controlar a doença, tentando impedir a progressão da mesma. Alguns medicamentos anti-angiogênicos (que inibem as substâncias que estimulam o aparecimento de novos vasos) e corticoides (anti-inflamatórios) aplicados no olho também podem ser necessários.

Quando a retinopatia se torna grave, chamada de proliferativa, o uso do laser pode não ser suficiente. O procedimento recomendado pode ser então, a vitrectomia, ou seja, a retirada do material gelatinoso, o vítreo, que pode estar turvo pelo vazamento de sangue. Em qualquer um dos casos, deve ser feito o controle rigoroso da glicemia, da hipertensão arterial e das dislipidemias.

O paciente que tem retinopatia deve se submeter aos exames oftalmológicos em um intervalo de tempo menor, que depende do estágio da patologia.

 

É possível prevenir a retinopatia?

A prevenção da doença está ligada a uma alimentação adequada, atividade física frequente e acompanhamento médico adequado.