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Glaucoma

O glaucoma é uma doença progressiva do nervo óptico capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo. É caracterizada pela degeneração de células ganglionares da retina e seus axônios, resultando em uma aparência característica do nervo óptico e perda de campo visual. A pressão intraocular ainda é considerada o fator de risco mais importante para o desenvolvimento e progressão do glaucoma. O médico oftalmologista mede a pressão intraocular através de um procedimento denominado tonometria.
Normalmente a doença não tem uma causa conhecida, podendo, em alguns casos, ser causada por inflamações oculares, traumas, uso de certos medicamentos (corticoides) ou por malformações oculares. O glaucoma é mais comum em idosos, negros, diabéticos e míopes, e tende a ocorrer em membros da mesma família. Apenas 50% das pessoas com glaucoma estão conscientes de que têm a doença e uma porcentagem ainda menor recebe tratamento adequado. Por isso, é de extrema importância a realização de um exame oftalmológico de rotina pelo menos uma vez por ano.
Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda irreversível da visão. O campo visual computadorizado continua a ser o exame mais utilizado para detectar danos funcionais no glaucoma. Porém, muitos pacientes podem apresentar alterações estruturais enquanto não apresentam mudanças detectáveis pelo campo visual computadorizado. Uma quantidade substancial de evidências sobre o papel de medidas realizadas pela tomografia de coerência óptica (OCT) na avaliação do glaucoma vem sendo acumulada nos últimos anos, o que faz com que essa tecnologia seja atualmente o padrão para a avaliação estrutural no glaucoma.
O glaucoma é uma doença que não tem cura, porém pode ser controlada com o monitoramento contínuo e a instituição precoce do tratamento adequado. Como cerca de 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença, todo exame oftalmológico de rotina deve incluir a medida da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, que pode revelar alterações características do nervo óptico. O tratamento do glaucoma pode ser realizado com colírios, laser ou cirurgia, conforme recomendação médica. Os colírios conseguem controlar a pressão intraocular na maioria dos casos, e consequentemente, a evolução da doença. Quando o tratamento medicamentoso não atinge os objetivos, pode-se realizar o laser ou a cirurgia para controle da pressão intraocular, de acordo com o tipo de glaucoma, estado do nervo óptico e nível de perda do campo visual.