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Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular silenciosa que causa dano progressivo ao nervo óptico no ponto em que ele deixa o olho para levar informações visuais ao cérebro, resultando em perda do campo visual. O glaucoma não tem cura, mas, na maioria dos casos, pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão. Fatores de risco Existem fatores de risco que favorecem o aparecimento da doença, como por exemplo: pressão intraocular elevada, idade avançada, raça negra, histórico familiar de glaucoma, entre outros.

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo com mais de 20.000 casos relatados a cada ano. A estimativa é que, em 2020, serão 80 milhões de portadores da doença no mundo. No Brasil, estima-se atualmente que cerca de 2 milhões de pessoas sejam portadoras de glaucoma.

Quais os tipos e características do glaucoma?

Existem vários tipos de glaucoma. Alguns podem ocorrer como uma complicação de outras doenças oculares, traumas ou uso de esteroides (os chamados Glaucomas Secundários), mas a grande maioria é “primária”, ou seja, ocorre sem uma causa conhecida. Os tipos mais comuns de glaucoma com início na vida adulta são o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA) – uma forma mais frequentemente encontrada em pessoas de ascendência africana e também europeia – e o Glaucoma Primário de Ângulo Fechado (GPAF), que é mais comum em mulheres e pessoas de ascendência asiática. O GPAF é frequentemente crônico, como o GPAA, mas pode também ocorrer uma crise aguda. Nesse caso, costuma se apresentar com uma dor ocular intensa que pode levar rapidamente à perda da visão se não tratada. Algumas formas de glaucoma, mais raras, podem ocorrer ao nascimento (Glaucoma Congênito Primário) ou durante a infância.

Como o glaucoma se desenvolve?

O glaucoma ocorre quando a pressão elevada no interior do olho, no decorrer de alguns anos, danifica as fibras nervosas do nervo óptico. O olho contém um líquido (humor aquoso) que circula continuamente no seu interior. Esse líquido é produzido e escoado através de uma região denominada ângulo da câmara anterior. No glaucoma há uma diminuição no escoamento desse líquido, o que faz com que ele se acumule dentro do olho, provocando o aumento da pressão intraocular.

Quais os fatores de risco da doença?

A pressão intraocular (PIO) ainda é considerada o fator de risco mais importante para o glaucoma, e também o único modificável. Indivíduos com PIO superior a 21 mmHg são considerados hipertensos oculares e, portanto, com maior risco de desenvolver glaucoma. Vale lembrar que as medidas da PIO são influenciadas pela espessura da córnea, o que faz com que a mesma seja também considerada um fator de risco. Na maioria dos casos, o glaucoma aparece após a 4ª década de vida e sua frequência aumenta com a idade. O histórico familiar para glaucoma é também um fator de risco para a doença. Os parentes de primeiro grau de pessoas com glaucoma têm dez vezes maior risco de desenvolver glaucoma ao longo da vida. As características étnicas e raciais também são consideradas fatores de risco, pois a prevalência de GPAA é maior em pessoas de ascendência africana e de GPAF em pessoas de ascendência asiática. Outros fatores de risco conhecidos são diabetes mellitus tipo 2, miopia elevada, uso prolongado de esteroides e pressão arterial baixa – que pode levar a uma redução no fluxo sanguíneo para o nervo óptico.

 

 

Quais os sintomas ou sinais de alerta?

A maioria dos tipos de glaucoma progride em suas fases precoces sem nenhum sintoma ou qualquer sinal de alerta para o paciente. A perda de campo de visão é inicialmente periférica – a pessoa enxerga nitidamente os objetos que estão à sua frente, porém não vê o que está nas laterais –, podendo progredir para cegueira se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Vale ressaltar que uma vez ocorrido, o dano visual é irreversível, e isso levou ao glaucoma a ser descrito como a “doença silenciosa da cegueira”.

 

Como deve ser a prevenção da doença?

Como a grande maioria das formas de glaucoma não apresenta sintomas em suas fases iniciais, sabemos que a melhor forma de tratamento é a prevenção. Quanto mais precoce for o diagnóstico da doença, maiores são as chances de se evitar a perda da visão. Por isso, é fundamental a realização de consultas oftalmológicas periódicas com a medida da pressão intraocular e o exame do fundo de olho.

Quando necessário – em casos de suspeita de glaucoma –, o médico oftalmologista pode solicitar a avaliação completa com a curva tensional diária, a medida da espessura da córnea (paquimetria), o exame do ângulo (gonioscopia), o exame de campo visual (perimetria computadorizada), a fotografia do fundo de olho (retinografia) e a tomografia de coerência óptica (OCT).

 

 

Como pode ficar a visão de uma pessoa com glaucoma?

O glaucoma causa danos progressivos à visão sem avisar ao paciente até que a doença atinja estágios mais avançados e, embora o tratamento seja eficaz em deter a doença, ela não pode reverter os danos já presentes. Portanto, a detecção precoce é essencial para evitar a deficiência visual e prevenir a progressão para cegueira. Quanto mais precoce for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de minimizar os impactos do glaucoma na visão.

 

 

Como o glaucoma é tratado?

Geralmente o tratamento é feito com colírios, podendo-se recorrer ao laser e à cirurgia, conforme recomendação médica. O tratamento é indicado de acordo com o tipo de glaucoma e estágio da doença, bem como a velocidade de progressão. Os colírios, o laser ou a cirurgia podem interromper ou retardar a perda de visão. Somente seu médico oftalmologista pode detectar o glaucoma em seus estágios iniciais e aconselhá-lo sobre a melhor conduta e tratamento.

 

Dr. Alberto Diniz Filho
Diretor Comercial e Especialista em Glaucoma do Núcleo de Oftalmologia
Vice-Chefe do Serviço de Glaucoma Prof. Nassim Calixto – Hospital São Geraldo
Professor Convidado do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da UFMG